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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Eu nunca entendi os cães


            Quando pequena, eu babava na cadelinha do meu vizinho. A cadelinha se chamava Polly e era uma mistura de Golden Retriever com algum vira-lata. Mas ninguém de fora da rua sabia que ela era mestiça. Sempre babei pelos Golden Retrievers. Quando criança eu assistia Três é Demais e via o Cometa. Que cachorro maravilhoso e belo ator. Ele parecia ser o cachorro mais feliz do mundo e a cadelinha da casa da frente era igual, só que ela era brava, menos comigo.


            Lá para os meus 11 anos eu TENTEI ter um cachorro. A cachorrinha da vizinha da casa ao lado deu cria e eu peguei um dos filhotes, o Snoopy. Não durou nem uma semana e eu já explico. O Snoopy, mesmo filhote, era muito forte e agressivo. Meu irmão na época tinha 4 anos e o cachorro mordia muito ele, na raiva mesmo, não era brincando. Tive que devolver para a vizinha... Hoje o cão está enorme e mais bravo que nunca, isso que todo mundo era carinhoso com ele. Aliás, o irmão dele, o Scooby, engravidou a mãe, a Mel. Minha vizinha decidiu abortar.


            A questão de eu não entender os cães é a seguinte: eu não sei lidar. A maioria das pessoas quando lê ou ouve isso estranha, mas eu realmente não sei lidar. Eu gosto de cachorro, mas como se brinca com ele? Eu brincava com os da minha rua, só que eles eram imundos e às vezes se mordiam até quase LITERALMENTE morrer. Isso quando não ME mordiam. Outra questão é que só de passar na rua e eles já latiam para mim, então quando eu passo por um na rua eu não o olho nos olhos com medo dele me atacar.
            Teve uma vez que eu fui comprar pão e um cão saiu correndo atrás de mim. E eu com um saco cheio de pão nas mãos e só calçando chinelos.

Foto: divulgação

            Mas eu os aprecio, há vezes que eu compartilho suas fotos em meu facebook porque são realmente adoráveis.  Eu só cresci traumatizada devido a algumas experiências.



Os felinos são demais


Ainda bem que o blog é meu e eu faço dele o que eu quiser...



Peixes até que são gente boa


                Apesar de ser fã de carteirinha dos gatos, já cogitei ter um aquário. No entanto, agora já adulta, percebi que essa não é a melhor opção para mim, embora eu tenha duas gatinhas em casa, há outros empecilhos.

                Entre 2015 e 2016 fui vegetariana e tentava me manter ao máximo no veganismo. Hoje ao pesquisar sobre peixes pensei “o peixe é um dos bichos que a gente come e cria em casa como nosso amigo” e os veganos do grupo Ogros Veganos concordaram comigo.  Isso me fez lembrar da galinha e do pato que Chandler e Joey criavam (Friends).


                Aliás, qual a real graça em ter um aquário? Levando em conta que um bichinho de estimação é considerado um amigo, como um peixe pode ser seu amigo?


                Cheguei a conclusão de que aquários são perfeitos para pessoas ocupadas e que gostam de usar os animais como enfeite. Sim, eu sempre fico triste ao ver um aquário, mas aí tento não dar muita bola já que eu larguei o vegetarianismo.



Castração é um ato de amor para o seu bichano


           Muitos pensam que ao castrar o seu bichano, estariam tirando dele o livre arbítrio. No entanto, é um BEM necessário. Sim, um bem. Há apenas vantagens em castrar o seu bichinho.
            As gatas fêmeas têm o seu primeiro cio por volta dos 5 meses de vida, os machos estão prontos para cruzar por volta dessa idade também. É incrível, seu xaninho ainda pode ser considerado um filhote, mas já tá pronto pra ser pai ou mãe. O mesmo acontece com os humanos, só que nós podemos evitar isso através da educação sexual, tanto em casa, como nas escolas.

Foto: divulgação

            Também podemos evitar que haja a reprodução felina descontrolada. E não, não acabarão os gatos nesse planeta. É praticamente impossível castrar todos os gatinhos da Terra, então nós castramos aqueles que cruzam nosso caminho.
Os gatos se reproduzem muito rápido. A Lucia, felina do Claudio Ferreira, teve umas 6 ninhadas, uma atrás da outra. As fêmeas assim que param de amamentar, ou até mesmo antes, já estão prontas para cruzar de novo. É um ciclo naturalmente interminável. O Claudio tentava de diversas formas levar a Lu para a castração, mas ela sempre fugia de casa e voltava grávida. Nasceram de 24 a 36 filhotes no total. O Claudio perdeu a conta depois de um tempo. Hoje ela já está devidamente castrada.


Além de evitar a reprodução, a castração evita que o seu bichano fuja, afinal, ele tem esse comportamento devido aos seus instintos que dizem a ele para cruzar. Agora mesmo. Eles também param de fazer xixi em todo lugar, comportamento existente para a marcação de território.

Foto: divulgação

Muitos não sabem, mas existe a FIV e a FeLV. A FIV é a AIDS felina, que pode ser passada via contato sexual ou via sangue contaminado. Não é contagiosa para outros animais e seres humanos. A FeLV é a leucemia felina, e pode ser contagiada por secreções e necessidades fisiológicas. Também só pode ser transmitida de gato para gato.
Apesar de ser comum o pensamento de que o ato de cruzar seja prazeroso, não é. O pênis do macho quando ereto fica com espinhos e literalmente rasga o canal vaginal da fêmea para que possa haver contato com o sangue dela e assim gerar filhotes.

Castre seu xaninho!




Ps: as infos são dos veterinários e amantes de gatos do grupo Adoro Gatos (Felinos) no Facebook.